CORPO DE CORREDOR/A

CORPO DE CORREDOR/A

“CORPO DE CORREDOR/A”


Treinos regulares de corrida costumam deixar os corpos delas e deles bonitos e saudáveis - por dentro e por fora



Você já ouviu falar que praticar corrida pode causar flacidez e deixar uma aparência envelhecida, tanto em mulheres como em homens? Mas o que diz a Ciência? Quais são os impactos do esporte no corpo delas e deles? E de que maneira os treinos de força podem potencializar essa saúde toda? 


OS IMPACTOS DA CORRIDA NELAS E NELES



Embora os princípios biológicos do envelhecimento sejam semelhantes, homens e mulheres apresentam diferenças importantes na forma como a pele, a gordura corporal e a musculatura respondem ao exercício físico.


NELAS



As mulheres possuem, naturalmente, maior percentual de gordura corporal e menor massa muscular quando comparadas aos homens. Além disso, o estrogênio exerce um papel fundamental na manutenção do colágeno, da elasticidade da pele e da distribuição da gordura em regiões como quadris, glúteos e mamas.

A partir dos 40 anos - especialmente durante a menopausa - ocorre uma queda progressiva na produção de estrogênio, acelerando a perda de colágeno. Estima-se que, nos primeiros 5 anos após a menopausa, a mulher possa perder cerca de 30% do colágeno cutâneo, tornando a pele mais fina e suscetível à flacidez. Por isso, muitas mulheres associam essa mudança natural ao início da corrida, quando, na verdade, os dois processos frequentemente acontecem na mesma fase da vida. 

Outro aspecto exclusivo do sexo feminino envolve as mamas. Como os seios possuem pouca musculatura e são sustentados principalmente pela pele e pelos ligamentos de Cooper, atividades de alto impacto podem aumentar sua movimentação. Porém, estudos mostram que um top esportivo adequado reduz significativamente esse deslocamento, diminuindo o desconforto e ajudando a preservar essas estruturas ao longo do tempo.


NELES



Nos homens, a testosterona favorece maior massa muscular e menor percentual de gordura corporal durante boa parte da vida adulta. Isso faz com que corredores do sexo masculino frequentemente apresentem um rosto mais “seco”, com mandíbula e maçãs do rosto mais marcadas. Em atletas muito magros, essa redução da gordura facial pode transmitir uma aparência de envelhecimento, embora não represente perda da qualidade da pele. Outra diferença importante é que homens tendem a acumular gordura na região abdominal. Quando ocorre emagrecimento intenso, a flacidez costuma aparecer mais no abdômen do que em glúteos ou coxas, ao contrário do padrão observado em muitas mulheres.


O PAPEL DOS HORMÔNIOS



Os hormônios influenciam muito mais a firmeza da pele do que o tipo de exercício praticado. Nas mulheres, o estrogênio estimula a produção de colágeno e contribui para manter a hidratação e a elasticidade cutânea. Já nos homens, a testosterona favorece a preservação da massa muscular, importante para sustentar os tecidos e manter um aspecto corporal mais firme. Isso explica por que duas pessoas que correm exatamente o mesmo volume de treino podem apresentar mudanças corporais bastante diferentes.


A MUSCULAÇÃO É UMA ALIADA IMPORTANTE



Há tempos especialistas defendem que corredores, homens e mulheres, incluam treinamento de força na rotina. Além de reduzir o risco de lesões e melhorar o desempenho, estudos recentes mostram que a musculação parece exercer um efeito positivo sobre a pele. Em uma pesquisa publicada na revista Scientific Reports, tanto o exercício aeróbico quanto o treinamento de força aumentaram marcadores relacionados à elasticidade da pele. No entanto, apenas o treinamento resistido promoveu aumento da espessura da derme, camada responsável pela firmeza cutânea, sugerindo um potencial efeito protetor contra a flacidez. Na prática, isso significa que corrida e musculação não competem entre si; pelo contrário: formam uma das combinações mais interessantes e eficazes para quem busca saúde, desempenho esportivo e preservação da composição corporal ao longo do envelhecimento.


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10 BENEFÍCIOS DO TREINO DE FORÇA:

  1. Absorção de impacto. Fortalece músculos e articulações, ajudando o corpo a suportar o peso (que pode chegar a 3 vezes o peso corporal a cada passada).

  1. Prevenção de lesões. Atenua falhas biomecânicas e evita sobrecargas comuns nos joelhos, quadris e canelas.

  1. Economia de corrida. Músculos fortes e eficientes exigem menos esforço e oxigênio para manter o mesmo ritmo.

  1. Potência e velocidade. Melhora a força explosiva, ideal para arrancadas, subidas e acelerações.

  1. Estabilização do core. Fortalecer abdômen e lombar mantém o alinhamento corporal e evita a perda de postura no momento do cansaço.

  1. Equilíbrio muscular. Previne e corrige desequilíbrios entre os lados direito e esquerdo, ou entre quadríceps e posteriores da coxa.

  1. Aumento da resistência muscular. Retarda a sensação de queimação e fadiga nas pernas durante treinos longos ou provas.

  1. Fortalecimento ósseo. O estresse mecânico da musculação aumenta a densidade mineral óssea, protegendo contra fraturas por estresse.

  1. Retardo da exaustão. A musculatura forte preserva a mecânica da corrida por mais tempo, garantindo um melhor ritmo até a linha de chegada.

  1. Aceleração da recuperação. Facilita a regeneração do corpo, permitindo treinar de forma consistente e com menos dores no dia seguinte.


CORRIDA PROVOCA FLACIDEZ?



Entre os inúmeros benefícios da corrida para a saúde, existe um medo que ainda afasta muitas pessoas, especialmente mulheres: a ideia de que correr provoca flacidez, faz os seios e os glúteos caírem e até “marcar” o rosto, deixando a aparência envelhecida. Mas será que isso é verdade? A ciência mostra que, na maioria dos casos, a resposta é não. O que existe são alguns fenômenos naturais do corpo que podem ser confundidos com efeitos da corrida. 


MITOS E VERDADES

❌Mito: correr provoca flacidez


A corrida, por si só, não causa flacidez. A flacidez ocorre principalmente pela perda de colágeno e elastina ao longo da vida, por fatores genéticos, alterações hormonais, exposição excessiva ao sol, tabagismo e grandes oscilações de peso. Na verdade, a prática regular de exercícios costuma contribuir para uma melhor composição corporal e ajuda a preservar a massa muscular, um dos fatores que sustentam a pele e dão firmeza ao corpo. O que pode acontecer é que pessoas que emagrecem rapidamente - seja correndo ou por qualquer outro método - percebam uma pele aparentemente mais “solta”. Nesse caso, o responsável não é o exercício, mas a redução acelerada da gordura que antes preenchia aquele tecido. Quanto mais gradual for o emagrecimento e melhor for o cuidado com alimentação, hidratação e fortalecimento muscular, menores tendem a ser esses efeitos.

✅Verdade: emagrecer muito rápido pode evidenciar a flacidez


Quando ocorre uma perda importante de gordura corporal, especialmente em pouco tempo, a pele pode não acompanhar imediatamente essa mudança. Isso vale para qualquer estratégia de emagrecimento. A capacidade de retração da pele depende de fatores como idade, genética, quantidade de peso perdido e qualidade das fibras de colágeno. Por isso, especialistas costumam recomendar que programas de emagrecimento sejam acompanhados de treinamento de força e ingestão adequada de proteínas, nutrientes essenciais para preservar a massa muscular.

❌Mito: correr pode fazer o glúteo ficar flácido e/ou caído


Na realidade, acontece exatamente o contrário. Os glúteos são músculos e respondem aos estímulos físicos. A corrida ativa essa musculatura, principalmente em subidas e treinos de velocidade. O que acontece é que corredores de longa distância costumam apresentar menor percentual de gordura corporal. Em algumas pessoas, essa redução da gordura na região dos glúteos pode dar a impressão de um bumbum menor ou menos arredondado. Mas isso não significa que ele esteja “caído”. Quem deseja manter ou aumentar o volume dos glúteos pode combinar a corrida com exercícios específicos de fortalecimento, como agachamentos, levantamento terra, afundos e exercícios com elástico e caneleira. Essa combinação melhora tanto a performance quanto a estética.

✅❌Parcialmente verdade: a corrida pode aumentar o movimento dos seios


Os seios são compostos principalmente por tecido adiposo e glândulas mamárias, sustentados pela pele e pelos chamados ligamentos de Cooper. Durante a corrida, ocorre um movimento repetitivo em diferentes direções. Se esse impacto não for controlado, especialmente em mulheres com seios maiores, pode haver maior sobrecarga nessas estruturas ao longo do tempo. No entanto, isso não significa que toda corredora terá flacidez nos seios. O fator mais importante para prevenir esse problema é utilizar um bom top esportivo, desenvolvido para atividades de alto impacto. Modelos com boa sustentação reduzem significativamente a movimentação das mamas durante a corrida e ajudam a preservar o conforto e a sustentação dos tecidos.

❌Mito: correr envelhece ou “marca” o rosto


Existe até a expressão “rosto de corredor”, usada para descrever pessoas com bochechas mais finas e traços mais marcados. Mas a corrida não envelhece a pele. O que pode acontecer é que atletas com baixo percentual de gordura corporal tenham menos gordura facial, o que deixa os contornos do rosto mais evidentes. Além disso, quem pratica exercícios ao ar livre sem proteção solar fica mais exposto aos raios ultravioleta, um dos principais responsáveis pelo envelhecimento precoce da pele. Ou seja, quando há alteração na aparência facial, ela costuma estar relacionada à perda de gordura e à exposição solar - e não ao ato de correr.

✅Verdade: alguns cuidados ajudam a preservar a firmeza da pele


Independentemente da modalidade esportiva, alguns hábitos fazem diferença para manter a qualidade da pele ao longo dos anos:
  • praticar musculação ou treinamento de força regularmente
  • consumir proteínas em quantidade adequada
  • manter boa hidratação
  • evitar perdas de peso muito rápidas
  • usar protetor solar diariamente, especialmente em treinos ao ar livre
  • dormir bem
  • não fumar


OU SEJA!



A corrida não provoca flacidez, não faz os glúteos caírem e não envelhece o rosto. O que pode ocorrer são mudanças naturais relacionadas ao emagrecimento, à redução do percentual de gordura corporal, à exposição ao sol, a hábitos pouco saudáveis, ao envelhecimento fisiológico. Além disso, a falta de sustentação adequada dos seios durante os treinos pode aumentar o desconforto e favorecer alterações ao longo dos anos. Quando praticada de forma equilibrada e associada ao fortalecimento muscular, boa alimentação e hábitos de cuidado com a pele, a corrida continua sendo uma das atividades físicas mais completas para promover saúde, longevidade e qualidade de vida. 

Muito além do emagrecimento, correr melhora a saúde cardiovascular, fortalece músculos e ossos, favorece uma pele com aspecto saudável, reduz gordura corporal, ajuda na definição muscular e aumenta a disposição. Para homens e mulheres, os resultados aparecem tanto por dentro quanto por fora, especialmente quando a corrida é praticada de forma regular e combinada com musculação, alimentação adequada, sono de qualidade e recuperação suficiente. 
Atividades físicas
FUTEBOL PARA O CORPO E PARA A MENTE
Além de divertido, o futebol melhora o condicionamento físico, fortalece os músculos, favorece a saúde mental e ajuda no controle e na manutenção do peso.
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